Adicione aos favoritos, compartilheClique no botão Opções do Artigo;

21 de março de 2012

Os modelos de negócios na internet


Os modelos de negócios que possuem alguma relação com a Internet foram categorizados por diversos autores de formas diferentes. A busca por uma taxonomia que explique e coloque dentro de uma certa lógica operacional cada um dos modelos é válida
considerando o grau de inovação dos diversos negócios online. Para tanto, devemos ir muito além do e-commerce e do business-to-business. Neste caso, veja um quadro bem mais detalhado dos diversos modelos, com nove categorias, e veja qual destes se encaixa melhor na forma como a sua empresa atua no mercado:





  • 1. Intermediários
  • 2. Publicidade
  • 3. Informacionais
  • 4. Comerciais
  • 5. Manufatura (Direto)
  • 6. Afiliados
  • 7. Comunidades ou sociais
  • 8. Assinatura
  • 9. Sob demanda

Cada uma das categorias contempla uma série de modelos. Veja também o impacto, benefícios e alterações que a colaboração e as redes sociais exercem sobre eles antes de planejar o seu negócio online.


1. Intermediários


Representados por websites que colocam compradores e vendedores frente a frente. Sites B2C ou B2B estão nesta categoria. Normalmente os proprietários destes websites recebem comissão pelas vendas.


2. Publicidade


Neste modelo, semelhante ao utilizado pela TV ou pelo Rádio, um “anunciante” veicula propaganda em espaços pré-determinados, fazendo uso de formatos padrão de mídia digital (ex. banners). Este modelo possui hoje uma variante, inaugurada pelo Google, o AdWords, onde o internauta pode, ele mesmo, “comprando palavras” posicionar a campanha de seu website dentro dos espaços reservados para os anunciantes nos resultados de busca do Google.


3. Informacionais


Uma das questões mais relevantes do universo digital é a existência de ferramentas capazes de identificar o perfil do cliente. Empresas especializadas em coletar esses dados acabaram por criar um negócio valioso baseado no conhecimento sobre os hábitos dos internautas, permitindo que websites e portais possam segmentar campanhas e direcionar melhor a venda de produtos e serviços;


4. Comerciais


São as lojas virtuais que vendem produtos (ex. Amazon ou Americanas no Brasil) e também as lojas que vendem produtos digitais (ex. iTunes da Apple, com a venda de músicas);


5. Manufatura (Direto)


São empresas que comercializam seus produtos por meio de websites de sua propriedade somente. Caso da Dell com a venda de seus computadores ou de empresas de software que disponibilizam seus programas em seus websites para download, comercializando os mesmos por meio de licenciamento ou venda direta ao consumidor;


6. Afiliados


Neste modelo, websites se juntam dentro de um programa que oferece incentivos (em termos de descontos ou “cupons digitais”) para os internautas que efetuarem compras ou clicarem em anúncios. Este modelo também suporta um “repasse” monetário, ou percentual do valor da venda de um produto, se além do internauta clicar no anúncio também comprar o produto.


7. Comunidades ou sociais


As comunidades virtuais (hoje mais conhecidas como “rede sociais”) sempre estiveram presentes na Internet. Antes mesmo da WWW de Tim Berners-Lee, a Usenet e os newsgroups já existiam, com milhares de internautas orbitando ao redor de seus temas de interesse, trocando mensagens e participando ativamente de discussões. As comunidades evoluíram com a adição de ferramentas de comunicação síncronas e assíncronas, a adição de recursos áudio visuais e a possibilidade de seu crescimento, em termos de conteúdo ser de responsabilidade dos próprios usuários. Apesar da popularidade das atuais comunidades (ex. Orkut, Facebook e Google +), seu maior desafio é definir um modelo de negócios sustentável, baseado na audiência e lealdade de seus usuários, isto sem afetar a privacidade e a gratuidade dos serviços prestados.


8. Assinatura


Este é basicamente o modelo dos provedores de acesso a Internet, ou portais. Internautas precisam pagar uma mensalidade para “entrar” na Internet e navegar. Este modelo também tem sido adotado por grupos de mídia tradicionais (grandes jornais e revistas) que “cobram” dos internautas uma mensalidade para acesso a seu conteúdo restrito.


9. Sob demanda


Em nosso dia-a-dia estamos acostumados a pagar por serviços na medida de nossa utilização. Por exemplo serviços de luz e água. O modelo sob demanda, tem por objetivo medir o quanto o internauta usa de determinado serviço, para cobrá-lo proporcionalmente. Ao contrário de uma mensalidade fixa e acesso ilimitado a Internet por exemplo, o internauta pagaria pela quantidade de horas que efetivamente ficou navegando. Este modelo pode ser interessante para serviços VOIP ou de aluguel virtual de filmes, normalmente variáveis, e dependente do perfil de cada internauta.


E ai, qual o modelo de negócios online que mais se enquadra no perfil da sua empresa?


Fonte: jornaldoempreendedor.com.br